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14/4/2011 |Postado por : Sérgio Ramos
  Política & Murupi - Por Léo Ladeia
 
POLÍTICA
 
Por Léo Ladeia (leoladeia@hotmail.com)

Frase do Dia:
"Há um mundo melhor, mas custa caro" – Jornalista Rita Furtado sobre a saúde pública

01-Ninjas de gravata
Com a participação da sociedade civil – imprensa e igreja – os “ninjas de gravata” promovem o painel “Rondônia Contra a Corrupção”, que acontecerá nos dias 18, 19 e 20 de maio. Debater e identificar meios efetivos para evitar e reprimir a corrupção na administração pública é a idéia dos seus promotores e ao abrir espaço para ouvir a sociedade, dá um passo importante para o caminho do envolvimento do cidadão comum com as causas maiores que são a transparência e o controle “a priori”. A Rede de Controle da Gestão Pública criada em 2009 já tem relevantes serviços prestados e dela faz parte o Comitê Rondônia Contra a Corrupção que fará o painel.     

02-Saúde doente I
Forçado a acompanhar uma gestante do sistema SUS, vivenciei o sofrimento do povo com a saúde doente. Sem plano de saúde, a indigitada optou por fazer o pré-natal numa “fundação” mais perto de casa e por um preço módico. Na hora do parto, o vai-vem entre a Maternidade Mãe Esperança e Hospital de Base por mais de duas semanas. Penalizado, levei-a a um dos renomados médicos da cidade que emitiu um laudo comprovando que ela já havia completado o período de gestação e que precisaria de atendimento diferenciado. O laudo não ajudou e a gestante foi mandada para casa com duas instruções: voltar todo dia ao hospital para avaliar os batimentos cardíacos do feto. Detalhe: “se você sentir que parou de bater, venha urgente!”

03-Saúde doente II
Ontem à tarde-noite a gestante foi mais uma vez à Maternidade Mãe Esperança e de imediato foi encaminhada ao Hospital de Base com a recomendação para atendimento preferencial vez que apresentava um quadro de “sofrimento fetal agudo”. Cirurgia feita na madrugada e a mãe está agora com o seu bebê confortavelmente instalada numa maca no corredor do Hospital de Base enquanto aguarda um leito disponível. Junto a ela mais 3 gestantes na mesma situação. Vamos deixar combinados que na maca é melhor do que no chão. Será que o avião virá por aqui de novo? Será que o repórter global verá algo nunca visto antes em toda sua vida de TV?

04-Saúde doente III
Durante a madrugada uma equipe de limpeza de uma empresa terceirizada entrou em cena. Tudo lindo de se ver. Logomarca nos uniformes bota, sorriso, crachá  os limpadores entraram em ação, possivelmente preparando os corredores para se transformarem em quartos do Hospital de Base. Equipamentos de primeira linha: máquina de lavar, balde com água e sabão e o velho rodo. O resultado é um caldo sujo que é jogado porta a fora e que por lá fica até secar  e o velho e querido rodo que deixa o piso melecado pelo resíduo de sabão. Tudo, creio eu, dentro do que preceituam os órgãos de vigilância sanitária. Mas vamos lá. Se em matéria de limpeza a coisa é pra lá de ruim, os funcionários do hospital, me deram uma boa notícia. 

05-Saúde doente IV
Algo aconteceu em pouco tempo e isso é alentador. No Hospital de Base, dizem os servidores, os índices de óbito foram reduzidos. Não tenho os números e me baseio apenas no que ouvi mas, se é verdade, significa que no resto também é possível avançar. Ora, se a resolutividade – palavra chave no atendimento de saúde pública – melhorou, a qualidade dos serviços que são atividades de apoio não apenas podem como devem, para que se obtenha a melhoria de outro índice não menos importante que é a redução da contaminação hospitalar, com ganhos para o estado, paciente e servidores. Isso é o começo do trabalho para humanizar o atendimento.   

06-Buraqueira ampla, geral e irrestrita
As máquinas estão nas ruas a cada intervalo de chuva mas a buraqueira cresce por todo canto da cidade, numa velocidade maior, complicando ainda mais o caótico trânsito de Porto Velho. Asfalto de qualidade ruim, remendos, chuva, alagações e nossa cultura de jogar água servida na rua fazem o resto. Parece porém que a solução porém é muito fácil, pelo menos na cabeça dos inúmeros nomes que começam a aparecer para disputar a Prefeitura de Porto Velho. Ora, como todos visam apenas o bem estar da cidade e a melhoria da qualidade de vida do povo, é maldade se falar que alguém possa estar de olho na arrecadação crescente do município. Nada disso. É tudo republicano. Coisa do tipo “pelo-para”. Pelo povo e para o povo. Haja altruísmo...
 
07-Pegando no tranco
Bastou que um maluco aparecesse matando crianças para que os nossos políticos – o incomum José Sarney à frente – tivesse uma idéia brilhante: rever o referendo já ocorrido há quase uma década sobre o desarmamento. Fui e sou a favor do desarmamento mas exijo respeito ao que decidiu a população e por ampla maioria. Referendo ou plebiscito sobre armas é casuísmo . Aí é querer pegar no tranco. O que falta é respeito à lei. No Brasil, 8 milhões de armas de fogo ilegais e fabricadas no Brasil, estão nas mãos de civis. Se a lei fosse cumprida ó seo Sarney, a discussão nem ocorreria. Mas quando nem a Constituição é respeitada e fundações culturais como a sua, solapam o cofre da viúva, fica difícil exigir que se cumpram quaisquer outras leis.   

08-Vem rolo pelaí
O Sintero pôs o bloco na rua e anuncia que a “tchurma” está irada com os 6% de aumento do governo. As esposas de militares da PM e Corpo de Bombeiros já estão preparando o panelaço para ir ao Palácio e os cadeados para trancafiarem seus homens nos quartéis. Enquanto isso, lá na beira do Madeira, os deputados assistem de camarote e de Brasília o senador Cassol roda o pau de bater em doido pros lados do governador Confúcio Moura. Se essas forças conseguirem o milagre de se juntarem – o que é muito difícil – pode ser que façam chover, mas vão deixar o céu pretinho. E aí, lembro aquele ditado: água de ladeira abaixo e fogo de ladeira acima... Vixi! 

09-Megafone ligado
De olho na cadeira de prefeito da capital, o deputado Hermínio Coelho desce o sarrafo. Com o megafone ligado, disparou a metralhadora verbal pra todo lado e só refrescou pros lados do governo federal. Entraram na dança Sobrinho, Cassol , bancada federal, Confúcio Moura e até os sindicatos que segundo eles adotam a política de enganarem os servidores sobre a EC-60 conhecida como PEC da Transposição. Escolhidos a dedo, os temas de Hermínio encontram guarida entre o povão e servidores. Intuitivo, Hermínio não carece de marqueteiro para lhe dar o mote. Quem vem do povo continua povo mesmo se em cargo público. Vai dar um trabalhão!

10-FHC chacoalhando as oposições
Podem creditar muitos erros e defeitos a FHC menos o de ser previsível ou acomodado. Num artigo disponível no Folha On-line – clique aqui para ler na íntegra – o sociólogo, tenta abrir o caminho a ser trilhado pelas oposições e para variar, “deu milho pra bode”. Em determinado trecho FHC propõe que a oposição se volte para as "novas classes possuidoras", alheias ao jogo partidário, mas ativa nas redes sociais como Facebook, YouTube e Twitter. Claro que suas palavras encontram abrigo aqui e ali, mas dentro do seu próprio partido, o PSDB, a mensagem chegou truncada. Ora, o que causa arrepio em pena de tucano, é música para os governistas.    



 
 
 
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