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O Jornalismo Chileno
25/11/2005
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UNIRON - Faculdade Interamericana de Porto Velho
Curso: Jornalismo
Docente: JÚLIO AIRES
Discentes: Sérgio Ramos, Gardênia Gomes, Marcelo Winter
Imprensa Chilena
Porto Velho – agosto - 2005
O CHILE - O Chile é um país da América do Sul, limitado a norte pelo Peru, a leste pela Bolívia e pela Argentina, a sul pelo Estreito de Drake e a oeste pelo Oceano Pacífico. Além do território continental e das muitas ilhas a ele próximas, em especial no sul do país, o Chile inclui também algumas ilhas oceânicas: a Ilha da Páscoa, a ilha Sala y Gómez, o Arquipélago Juan Fernández e as Ilhas Desventuradas. É ainda no Chile que se localiza a ponta sul da América do Sul: o Cabo Horn, que é simultaneamente o ponto mais próximo da Antárctida. Também no Chile está o que é considerado o lugar mais seco do planeta: o Deserto do Atacama.
HISTÓRIA - Os primeiros europeus a chegarem na terra que e hoje o Chile foi o grupo liderado por Diego de Almagro, o Velho. A primeira cidade fundada pelos europeus nessa regiao povoada pelos incas foi Santiago do Chile|Santiago, em 1541.
A proclamação da república do Chile ocorreu no dia 12 de fevereiro de 1818.
Durante o período das presidências do Partido Radical (1938-1952), o Estado chileno aumentou sua participação na economia nacional. Em 1952, após três presidências radicais (Pedro Aguirre Cerda (1938-1941), Juan Antonio Ríos (1942-1946) e Gabriel González Videla (1946-1952), retornou à Presidência o general Carlos Ibáñez del Campo, que havia sido ditador do Chile entre 1927 e 1931. Jorge Alessandri sucedeu Ibáñez em 1958, derrotando o socialista Salvador Allende por uma estreita margem de votos.
As eleições presidenciais de 1964 levaram à presidência o fundador do Partido Democrata Cristão, Eduardo Frei Montalva, que derrotou o socialista Salvador Allende e o radical Julio Durán. Frei governou com o slogan 'Revolución en Libertad' pondo em prática um programa de reformas sociais e econômicas, que, entre outras medidas, contemplou reformas no sistema educacional, construção de casas populares, sindicalização dos trabalhadores rurais e a reforma agrária. No entanto, a partir de 1967 Frei encontrou uma crescente oposição por parte dos setores mais à esquerda, que o acusavam de ser tímido nas reformas, bem como uma forte oposição dos setores mais conservadores, que achavam tais reformas demasiado excessivas.
Em 11 de setembro de 1973, o presidente democraticamente eleito em 1970, Salvador Allende sofreu um golpe de estado e o general Augusto Pinochet assumiu o governo. Pinochet ficou no poder por dezessete anos, sendo sucedido pelo civil Patricio Aylwin, proeminente membro do Partido Democrata Cristão (PDC).
Em 1994, foi eleito presidente Eduardo Frei Ruiz Tagle, filho do presidente Eduardo Frei Montalva e também filiado ao PDC que entregou o poder seis anos depois a Ricardo Lagos, do Partido Socialista do Chile, mesmo partido de Salvador Allende.
O Chile é uma República Democrática (constituição aprovada por plebiscito em 1980). O Presidente é o chefe do poder executivo e é eleito por um período de 6 anos, sem reeleição.
O Parlamento é composto pelo Senado e pela Câmara de Deputados.
- Senado: 40 membros eleitos (com reeleição), 8 designados, 1 vitalício (ex-presidente da República) para período de 8 anos.
- Câmara dos Deputados: 120 membros eleitos por período de 4 anos, com reeleição.
Partidos Políticos: Democracia Cristã, Partido pela Democracia, Partido Socialista, Renovação Nacional, União Democrática Independente, Partido Radical Social-Democrático, União do Centro, Partido Comunista, Aliança Humanista-Verde
Regiões
O Chile está dividido em 13 regiões, 51 províncias e 345 comunas. Abaixo segue a relação das 13 regiões (do norte para o sul):
Região de Tarapacá - Capital: Iquique
Região de Antofagasta - Capital: Antofagasta
Região de Atacama - Capital: Copiapó
Região de Coquimbo - Capital: La Serena
Região de Valparaíso - Capital: Valparaíso
Região Metropolitana de Santiago - Capital: Santiago
Região do Libertador General Bernard O’Higgins - Capital: Rancagua
Região do Maule - Capital: Talca
Região do Biobío - Capital: Comcepción
Região da Araucaniá - Capital: Temuco
Região de Los Lagos - Capital: Puerto Montt
Região de Aisén - Capital: Coihaique
Região de Magalhães e Antártica Chilena - Capital: Punta Arenas
Geografia
O clima do Chile varia dramaticamente entre o subtropical no norte, passando pelo mais árido deserto do planeta, o deserto de Atacama, por um vale fértil no centro até um sul frio e húmido, originalmente coberto por florestas. As características mediterrânicas do vale central tornam-no ideal para o cultivo de frutos de mesa, uma das maiores exportações do Chile, e para a produção de vinho, também uma exportação importante.
Economia do Chile
Renda per capita: 5.510 Dólares (1997)
Salário mínimo: US$ 190,00
Moeda: Peso
Nível de desemprego: 5,3 % (1997)
Produto Interno Bruto: 59,0 Bilhões de dólares (estimativa ano 1998)
Crescimento do PIB: 8,1% (em média) 1989 – 1996, 7,1% em 1997, 3,4% em 1998; -1,00% em 1999; +4,40% em 2000; +2,80 em 2001.
Inflação anual: 4,7 % 1999 (IPC)
Economia principal: Em relação ao PIB:
Indústria (17,1%); Comércio (17%); Serviços financeiros (12,7%); mineração (8%), transporte e comunicações (7,8%); Agricultura, criação de gado e silvicultura (7,1%).
Extração mineral: Cobre, ferro, lítio, molibdênio e ouro. Comércio Exterior: Exportações: 16,05 Bilhões de Dólares (1999) Importações: 15,1 Bilhões de Dólares (1999)
Principais parceiros comerciais:
Estados Unidos, Países do MERCOSUL, países da União Européia e países da Ásia – Pacífico (especialmente Japão).
Principais exportações (1999 , US$ milhões):
Fonte- Banco Central do Chile. Indicadores fev.2000
Cobre: 5.969 Fruta fresca: 1.324 Produtos florestais e móveis: 917 Celulose, papel, etc.: 1.080 Vinhos: 536 Conservas de peixe: 95 Sucos e conserva de fruta: 147 Produtos químicos: 976 Peixes frescos, resfriados e congelados: 1.156
Principais importações (janeiro – novembro 1999, US$ milhões):
Fonte: Banco Central do Chile, indicadores fev.2000
Produtos metálicos, máquinas e equipamentos: 4.897 Produtos químicos e derivados de petróleo: 2.845 Produtos metálicos básicos: 373 Material de transporte: 1.191 Produtos têxteis, roupas, couro e calçados: 950
Principais investidores: Estados Unidos, Canadá, Espanha, Inglaterra, Austrália, África do Sul, Japão e Holanda.
Principais países receptores dos investimentos chilenos: Argentina, Peru, Estados Unidos, Panamá, Brasil (US$ 276,4 milhões), Uruguai. Segundo dados da “Comisión Económica de las Naciones Unidas para América Latina y el Caribe”, o Chile é o principal investidor latino-americano em outros países da região.
Dívida externa (31 de Dezembro de 1999, US$ milhões,est.): 33.892
Reservas Internacionais (31 de Dezembro de 1999, US$ milhões, est.): 14.710
Cultura
A Literatura Chilena deu à Humanidade dois prêmios Nobel: os poetas Gabriela Mistral (1946) e Pablo Neruda (1971), ambos diplomatas. Outros poetas chilenos de renome são Vicente Huidobro, Gonzalo Rojas e Eusebio Lillo, este último, autor da letra do Hino Nacional Chileno. No romance destaca-se o nome de Isabel Allende e na poesia épica, Alfonso de Ercilla, autor de 'La Araucania', que narra a conquista espanhola do Chile no século XVI.
Na Historiografia, o Chile contribuiu com nomes de relevo, principalmente no século XIX, entre os quais pode-se destacar Benjamín Vicuña Mackenna e Miguel Luis Amunátegui. Naquele século, a cultura chilena viveu uma espécie de 'ditadura intelectual' encabeçada por Andrés Bello.
O esporte mais popular do Chile é o futebol. O Chile hospedou a Copa do Mundo de 1962, na qual sua seleção obteve a melhor classificação de sua história: o 3º lugar. Os clubes mais populares são o Colo-Colo (único time chileno campeão da taça Libertadores da América), a Universidad Católica, Universidad de Chile, Cobreloa e Unión Española.
A música nacional do Chile é a Cueca, porém em finais dos anos 60, surgiram no Chile grupos musicais de orientação esquerdista que buscaram ressaltar as raízes folclóricas da música chilena. Tais grupos alcançaram grande êxito durante o governo de Salvador Allende, daí terem sido perseguidos durante a ditadura de Augusto Pinochet. Os músicos mais destacados desde movimento foram Inti Illimani, Quilapayún e Victor Jara.
OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO
Todos os meios de imprensa, audiovisual e radiofônico, com distribucão e alcance nacional- e que atuam como articuladores de uma diversidade de suas regiões- estão localizados na capital do país.
A propiedade dos jornais está altamente concentrada nas grandes empresas. O grupo Edwards controla a cadeia mais importante do país, com El Mercurio, La Segunda e Las Ultimas Noticias. Copesa, o segundo consórcio jornalístico chileno, e proprietário de La Tercera, La Cuarta e dol vespertino La Hora. O recente desaparicimento do matutino La Epoca, identificado como o proceso de retorno da democracia no país, polarizou o mercado do mercado local de noticias escritas.
Estes meios de comunicação nacional, orientados a distintos públicos, competem com jornais regionais em suas proprias áreas naturais de distribução.
As emissoras regionais tem sido afetadas por uma crescente expanção de radios, cujas transmissões via satélites de norte a sul dirigem o fluxo noticioso de modo muito preferente em um único sentido. Sucessivas pesquisas revelam que as rádios tem maior credibilidade entre os meios de comunicação chilenos.
Os três principais canais de televisão aberta pertencem ao estado, a igleja e a empresa privada. A televisão via cabo está concentrada em doisa grupos econômicos, salvo raras exceções.
A principla mudança publicitária é absorvida quase em sua totalidade por meios privados que dominam a audiência a apartir de Arica a Magallanes, enquanto que a interferências nos meios de outras doze regiões se limitam a modestas audiências locais.
LIBERDADE DE IMPRENSA E DEMOCRACIA
'Jornal de humor é símbolo da era ‘pós-Pinochet’', copyright Folha de S. Paulo, 9/03/01
'‘O rei está morto. Viva o réu’. A manchete estampada na capa do jornal humorístico chileno ‘The Clinic’, logo após a ordem de prisão domiciliar contra o ex-ditador Augusto Pinochet, no mês passado, poderia ser impensável em outros tempos. Mas é um bom símbolo da atual fase em que vive o Chile, a qual se poderia chamar de ‘pós-Pinochet’.”
O texto acima mostra um pouco como funcionava a imprensa chilena na ditadura Pinochet.
“Perdemos o medo de tocar no assunto. Quando Pinochet foi preso em Londres, em 1998, todos os chilenos percebemos que o demônio aterrador do Chile estava fora, que já podíamos falar tudo o que queríamos. Ele voltou, mas não é mais o diabo de antes. ‘The Clinic’ simboliza tudo isso’, afirmou à Folha o escritor Patricio Fernández, 31, diretor do jornal, de tiragem quinzenal.”
Apesar dessa liberdade, a imprensa chilena é acusada de contribuir com a queda do regime democrático de Salvador Allende e apoiar a tomada do poder por Augusto Pinochet em 1973. Allende , foi o primeiro presidente que verdadeiramente preocupou-se com o tema das comunicações. Nessa época, a liberdade de imprensa no Chile era tão notória que se transformou em libertinagem e violações à ética profissional.
Duas grandes empresas dominam a imprensa escrita de circulação nacional, determinando o que é ou não 'notícia' no país. Uma é a cadeia El Mercurio, com 15 jornais impressos diários e 150 anos de jornalismo. A outra cadeia é o conglomerado Copesa, que imprime o La Tercera e outros meios.
Em 1986, os meios de comunicação chileno sofreram 145 agressões, desde a suspensão de atividades pela censura até prisões ou arrombamentos. A morte de Pepe Carrasco, que exercia o cargo de editor internacional da revista Análisis, levantou uma onda de protestos dos jornalistas e evidenciou mais uma vez o caráter da ditadura chilena. Os jornalistas, em declaração, colocaram sua preocupação sobre que a maioria dos processos eram submetidos à Justiça Militar.
A ditadura do general Pinochet já assassinou sete jornalistas e provocou exílio de outros 32.
O jornalista e advogado Crsitian Zegers, “Premio Nacional de Periodismo” e ex-presidente da “Associación Nacional de la Prensa” disse que liberdade de imprensa é “el pilar de una sociedad democrática, libre e transparente”.
No Chile, os jornais são obrigados a informar a tiragem nos exemplares.
A constituição chilena assegura as todas as pessoas “la libertad de emitir opinión y la de informar sin censura previa, en cualquier forma y por cualquier medio', e 'sin perjuicio de responder de los delitos y abusos que se cometan en el ejercicio de estas libertades en conformidad de la ley'.
A pesar da constituição garantir esse direito, foi criado um conselho de “Censura Cinematrográfica” e um “Consejo Nacional de Televisión” cujas funções são de sancionar os canais que tenha desrespeitados as normas dos conselhos sobre a questões morais dos programas.
Durante o regime militar, haviam leis que regulamentavam os jornais, como a “Ley de Seguridad del Estado” e a “Ley de Abusos de Publicidad”, os “Códigos Penal” e de “Justicia Militar”.
A constituição de 1980 diz que 'asegurar el respeto y protección a la vida pública y la honra de la persona y de su familia'. De acordo com o texto constitucional a difamação devia ser entendida como “la imputación de un hecho o acto falso, que cause injustificadamente daño o descrédito a una persona o su familia'.
O governo de Pinochet não se limitou a usar essas leis, pois estabeleceu a censura prévia e direta. Muitos jornais foram processados em tribunais militares.
No regime democrático de Patricio Aylwin, foi adotado foros civis para julgar processos contra os meios de comunicação. Mesmo assim, ainda há entraves para o livre exercício da imprensa no Chile. Por exemplos: em algumas repartições públicas, é proibido aos funcionários a fornecer informações. Juizes também são proibidos de fornecer informações. Essas práticas revelam indícios de censura.
CONSELHO DE ÉTICA
O Conselho de Ética dos Meios de Comunicação do Chile é um exemplo de como as empresas de comunicação, independentemente de adotarem ombudsmen, seções de cartas ou códigos conduta, conferem ao público um canal de protesto que serve à auto-regulamentação. O Conselho chileno nada tem a ver com censura, governo ou jornalistas. Criado em 1991, é uma iniciativa das empresas de comunicação, através de suas associações de classe: a Associação Nacional de Imprensa, a Associação de Radiodifusão e a Associação Nacional de Televisão, reunidas na Federação dos Meios de Comunicação Social. Elas mantém, indicam os membros, garantem a liberdade de funcionamento e acatam as decisões do Conselho. Qualquer pessoa pode apresentar uma reclamação contra um jornal, rádio ou TV. Com um presidente e quatro juízes, o conselho tem um fiscal, Miguel González Pino, professor de Jornalismo da Universidade Diego Portales, uma espécie de procurador com poderes para abrir casos e pedir investigações. Os juízes em geral são ligados às empresas, e acontece de às vezes abandonarem o Conselho de Ética para assumir cargos de direção num jornal ou televisão. Isso não os impede de atuar com rigor.
Um caso de rotina: Sérgio Armstrong foi entrevistado na rua pela Rede de Televisão Universidade do Chile, para o programa Aumentem o Volume. Segundo reclamaria depois ao Conselho de Ética, o diálogo original foi o seguinte:
“ — Você ouve música jovem?
Respondi que só de vez em quando.
— Você gosta desse tipo de música?
Respondi que há coisas boas e outras nem tanto.
— Mas, v. dançaria essa música jovem?
Respondi que depois de tomar uns tragos dançaria qualquer coisa”.
Mas a última pergunta foi trocada para : “Você passaria a noite com Kim Basinger?”. Como dá para notar, é um daqueles programas que emissoras de rádio e TV adoram fazer para ridicularizar as pessoas. Mas Armstrong não achou nenhuma graça. O diretor da TV alegou que esta é “uma técnica mundialmente usada para provocar uma situação humorística”e que os entrevistados são informados da mudança das perguntas e, se não estiverem de acordo, a “entrevista”não é transmitida. Mas, por “lamentável descuido”, isso não foi dito a Armstrong. O Conselho de Ética não estava para brincadeiras. Considerou esse tipo de programa capaz de “induzir o público a erro”, que “como regra geral não parece conveniente que nenhum meio de comunicação, e ainda menos os que transmitem imagens que chegam a dezenas de milhares de espectadores, faça humor às custas da ridicularização de um indivíduo desprevenido, agravando-se a falta com truques técnicos que o espectador não pode detectar, e que dão uma verossimilhança enganosa à transmissão”. Considerando tudo isso, o Conselho concluiu que houve “falta de ética informativa” e admoestou a TV.
O Conselho tem tanta legitimidade que até mesmo a imprensa do Chile recorre a ele para reclamar de..notícias ou comentários adversos. A revista Caras, por exemplo, reclamou de notas “tendenciosas”publicadas contra ela pela revista Que Pasa, e a Associação de Radiodifusão queixou-se que o jornal El Centro de Talca usou linguagem “ofensiva e inaceitável” contra a as emissoras da região. Tanto a revista como o jornal foram criticados pelo Conselho.
Jornalista não deve mentir nem pode cometer crime para conseguir informações
Outro papel desempenhado pelo Conselho é o de deitar jurisprudência sobre questões suscitadas por pessoas ou instituições. Como um jornal deve usar o of the record, pode-se perguntar ao conselho. Com que rigor e cuidados devem ser divulgadas as pesquisas de opinião? (Sobre isso, o conselho expediu um norma com 18 itens que cobrem desde a indispensável lisura do instituto de pesquisa até a forma de edição dos resultados). Um professor de jornalismo, Washington Aris Torrealba, pediu que o conselho se pronunciasse sobre os requisitos do jornalismo de investigação, e a resposta do conselho pode constar do manual de redação de qualquer jornal sério. O conselho sugere respeito à verdade, às fontes e às informações, e defende com minúcias a privacidade e a intimidade das pessoas, condenando campanas, disfarces, câmeras ocultas e gravações clandestinas. Eis um trecho de sua resolução sobre a privacidade dos cidadãos:
'Entendemos que a vida privada se refere ao espaço e aos objetos assim como às condutas que cada pessoa necessita e deseja manter afastados de olhos e ouvidos estranhos. Trata-se do núcleo da vida pessoal, do local de expansão e verdadeira liberdade da pessoa, que não aceita compartilhar com ninguém ou compartilha com seus íntimos. Constituem aspectos da vida privada o lar, outros espaços reservados, o veículo pessoal, as reuniões, conversações e comunicações privadas, os arquivos de correspondência e documentos, as atitudes íntimas do indivíduo, as condutas que este tem naturalmente em sua intimidade, sua vida afetiva e sexual, os defeitos físicos ou morais que mantém reservados, e outros aspectos privados de natureza semelhante.'
Ninguém pode ser contra.
O REGULAMENTO DO CHILE
O Conselho de Ética dos Meios de Comunicação do Chile tem um manual do qual transcrevemos os principais trechos:
O trabalho preventivo do Conselho de Ética dos Meios de Comunicação pode ser deflagrado: a) por solicitação de algum particular ou instituição interessada; b) por solicitação do fiscal; e c) por decisão do Conselho.
A denúncia particular deve ser encaminhada ao fiscal, e conterá, pelo menos:
a) dados do denunciante; b) dados do meio de comunicação denunciado; c) exposição da peça que motiva a denúncia e a data em que foi transmitida ou publicada; d) exposição da reclamação.
O fiscal recebe a denúncia e se pronuncia sobre a sua aceitação. Se ela não tiver as provas de transmissão ou publicação, devem ser providenciadas.
O fiscal notifica o diretor do meio de comunicação denunciado, por carta registrada ou entrega direta, contendo cópia da reclamação, e, se possível, da informação que a motiva.
O denunciado tem prazo de dez dias úteis para contestar a reclamação.
Terminado sumário dos antecedentes, o fiscal enviará cópias da denúncia e do material recolhido para os conselheiros.
O fiscal expõe o caso em reunião do Conselho. Se for necessário, um conselheiro fará um estudo de algum aspecto em particular, ou a recompilação de mais antecedentes. Outro conselheiro será encarregado de redigir a sentença, e a submeterá aos demais.
O Conselho decidirá em consciência, por maioria simples de seus membros não inabilitados. Antes de se conhecer um assunto, qualquer conselheiro poderá declarar-se inabilitado para participar do debate.
As resoluções do Conselho de Ética são públicas, e poderão ser de absolviçãou ou de condenação. A representação consistirá em uma admoestação.
A decisão será comunicada oficialmente às partes envolvidas e às associações afiliadas, para ser difundido entre seus membros.
Atendendo à importância do assunto e à gravidade da falta de ética, o Conselho poderá também:
- remeter a decisão diretamente aos meios de comunicação.
- ordenar que a resolução seja publicada ou transmitida no meio sancionado, seja de forma integral ou em trechos.
HISTÓRIA DA IMPRENSA
Os estudos sobre a história da impressa chilena são escassos. Uma das raras obras, e a mais procurada é o livro de Raúl Silva Castro, “Prensa y periodismo no Chile”, publicado em 1958. O livro aborda aspectos organizacional institucional, políticos e a estrutura formal de um jornal. Mostra, principalmente, a evolução e organização do jornal “La Hora (1935-1951)”.descreve, também, as complexas relações existentes entre os sócios do jornal com o “Partido Radical” e os “Presidentes de la Republica radicales.” “La Hora” foi um jornal político, criado para cumprir objetivos nesse campo.
Outro trabalho importante, dos escassos registros historiográficos sobre os meios de comunicação no Chile, é um trabalho de Ramón Briseño (1886) – “Cuadro sinóptico periodístico completo de los diarios y periódicos en Chile publicados desde 1812 hasta 1884”. Este trabalho é uma importante fonte de informações sobre o tema, fundamentalmente nos aspectos quantitativos e qualitativos. Informa também sobre os títulos dos jornais e periódicos do Chile entre os anos 1812 a 1884, além das respectivas datas de início e final, onde era editado, nome da empresa e formato.
Este trabalho foi revisado por pesquisadores da “Escuela de Periodismo de la Universidad Católica de Chile” Guilhermo Martinez e Raymond Colle e reeditaram em 1987.
Outra fonte de pesquisa, esta mais específica, é a obra de Ricardo Donoso (1927) e José Paláez (1927), “Historia de El Mercúrio” que conta a história deste jornal nos seus primeiro vinte anos. Já a obra de “Peláez y Tápia” descrevem sobre a situação econômica da imprensa chilena e o contexto em que o “El Mercúrio” surgiu e ainda a influência na vida política do Chile. A segunda obra é mais completa e documental que a de Donoso. O El Mercúrio foi fundado por Agustín Edwards Mac-Clure, em Santiago em 1900, e é considerado o renovador da imprensa do Chile.
Outros livros para pesquisa são os de Alfonso Valdebinito (1956) e de Raúl Silva Castro (1958) que são os mais citados em toda a história da imprensa e são claros herdeiros das afirmações de Peláez y Tapia.
Obras mais recentes, de 2002 como o livro “La Hora 1935-1951. Trayectoria de un diário político” dos historiadores Ricardo Couyoumdjian e Josefina Tocornal e da jornalista Eliana Rozas. A outra, o artigo do historiador Patrício Bernedo e do jornalista Eduardo Arraigada, “Los inícios de El Mercúrio em el epistolário de Agustín Edwards Mac-Clure (1899-1950).
HISTÓRIA DO RÁDIO
Como a história do jornalismo, as informações sobre o rádio no Chile também são escassas. Uma das principais dificuldades a grande dispersão geográfica, onde, desde a década de 30, cada cidade mediana e pequena do país, conta com várias emissoras de rádio. A árdua tarefa de estudar o desenvolvimento do rádio no Chile foi assumida por Consuelo Morel, Isabel Zagers e Ignácio Vicuña (1975), todos pesquisadores da “Escuela de Artes de la Comunicación de la Pontificia Universidad Catolica Del Chile”. O objetivo foi reconstituir o desenvolvimento histórico do rádio (desde a primeira transmissão em meados dos anos 20 até no fim dos anos sessenta), e também abordar a dimensão cultural deste, programações e gostos da época, entre outras informações. Esta obra tem dois volumes.
HISTÓRIA DA TELEVISÃO
A primeira transmissão oficial de um canal de TV no Chile foi em 1959.
Há dois canais de alcance nacional: “Televisión Nacional de Chile” (estatal) e “Canal 13” (universitário), além de mais de 100 opções, que incluem canais temáticos de notícias, cinema, música, esporte e outras variedades.
TVN, Megavision, Chilevision, La Red, canais de TV médios e pequenos.
Em 2000, 787.961 existiam pontos de TV a cabo, ou cerca de 20% das residências chilenasa.
A história da TV chilena é, entre os meios de comunicação, a mais documentada. A obra de Maria de la Luz Hurtado, Paula Edwards e Rafael Guilisati (1989) “Historia de la tv em Chile”, está estruturada em seis partes que incluem estudos sobre a televisão de 1958 a 1973. A obra registra aspectos do contexto político-institucional do país, o desenvolvimento individual e comparativo de cada canal, bem como a evolução e caracterização da respectiva legislação. E ainda contém uma monografia sobre particularidades da evolução do canal 4 da “Universidad Católica de Valparaiso.”
Em 1997, a TV chilena, apresentava números como: quarenta mil horas de programação aberta e um milhão e duzentos mil hora de programação em TV a cabo.
INTERNET
Em 2003, a Suprema Corte do Chile determinou definitivamente que os diários eletrônicos devem ser considerados jornais de circulação nacional e, portanto, podem receber os avisos que por obrigações legais devem ser publicados pelas empresas, informaram hoje fontes judiciais.
JORNAIS CHILENOS
Antofagasta
La Estrella del Norte
El Mercurio de Antofagasta
Arica
La Estrella de Arica
Atacama
El Diario de Atacama
Calama
La Estrella del Loa
El Mercurio de Calama
Concepción
Crónica
El Sur
Copiapó
Chañarcillo (El Diario de la Minería)
Chillán
La Discusión de Chillán
Curicó
La Prensa
Iquique
La Estrella de Iquique
El Nortino
La Serena
El Día
Osorno
El Diario Austral / Osorno
Puerto Montt
El Llanquihue
Punta Arenas
La Prensa Austral
Quillota
El Observador de Quillota
Rancagua
El Rancagüino
San Antonio
El Líder de San Antonio
El Proa
San Felipe
El Trabajo
Santiago
El Área
El Chileno
La Cuarta
El Deportivo
El Diario
El Diario de la Sociedad Civil
Estrategia
La Hora
El Mercurio
Metro
El Mostrador
Prensa al Día
Primera Línea
La Segunda
La Tercera
Triunfo
Últimas Noticias
Talca
El Centro
Temuco
El Diario Austral
El Gong
Tocopila
La Prensa
Valdivia
El Diario Austral / Valdivia
Valparaíso
La Estrella de Valparaíso
Gran Valparaíso
El Mercurio de Valparaíso
Viña del Mar
El Expreso
REFERÊNCIAS
http://www.eletrabus.com/eletra_chil.htm
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos/mo140320017.htm
http://www.emilianojose.com.br/narciso/parte7/texto3.htm
http://www.publicarcom.com/modules.php?name=News&file=print&sid=35
http://www.igutenberg.org/emquest6.html
http://www.uc.cl/historia/cinfo/Articulos/millar1.htm
http://www.cge.udg.mx/revistaudg/rug28/art2.html
http://www.elsur.cl/archivo/septiembre2000/13septiembre2000/elsur/opinion/ind3.php3
http://www.unap.cl/p4_unap/site/artic/20041020/pags/20041020105040.html
http://www.saladeprensa.org/art238.htm
http://www.pulso.org/Espanol/Archivo/filippi.htm
http://www.pulso.org/Espanol/Nuevos/tvdigitalchile020208.htm
http://www.lazarillo.com/latina/a1999c/126valpa/valparaiso.htm
http://www.ull.es/publicaciones/latina/a1999c/133valpara.htm
http://www.infoamerica.org/infoamerica/infoamerica/Busqueda_paises/busqueda_paises_chile.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Chile
http://www-derecho.unex.es/biblioteca/revchilena.htm
(imprimir texto)
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